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domingo, 12 de dezembro de 2010

A cadeira vazia


Os Municípios são as pessoas colectivas que mediante as suas atribuições procuram satisfazer as necessidades da sua coletividade, circunscrita a uma determina dimensão territorial.
Essas pessoas coletivas são representadas pelo respectivo Presidente da Câmara.

No passado dia 11 de Dezembro de 2010 celebrou-se mais um aniversário da Cidade de Portimão. E correu termos a já tradicional cerimónia pública no Edifício nos Paços do Concelho, onde além de estarem presentes todas as forças vivas da cidade de Portimão, todas as forças políticas discursam.

No entanto este ano, à exceção de todos os outros uma cadeira manteve-se vazia. Uma pessoa não logrou estar presente e nesse sentido celebrar o dia da cidade de Portimão junto da sua comunidade.

Para espanto de todos a cadeira vazia era a do Exmo. Presidente da Câmara Municipal. Já não bastava a ausência do Presidente da Câmara de Portimão na penúltima Sessão Extraordinária da Assembleia Municipal, agora verifica-se a sua ausência no momento mais alto da celebração do aniversário da cidade que o elegeu para a administrar.
Incompreensível e lamentável.

Dirão uns que estava ocupado noutras lides. Direi eu, podia perfeitamente fazer-se substituir pelo seu Vice-Presidente.

Direi eu que perante um Município “falido e insolvente”, um Município que esbanjou o escasso e precioso erário público, um Município em que custa pagar salários, um Município que tem um sector empresarial autárquico falido ( à exceção da EMARP ) e que só existe como entidade empregadora dos “Boys” e angariadora de capital financiado pela banca, um Município que pratica salários milionários e desproporcionais aos seus “Boys” nas empresas municipais em detrimentos dos outros funcionários, um Município em que só sobrevive à custa do “factoring” e do endividamento, um Município que transfere cada vez mais competências suas para o sector empresarial autárquico, um Município que pratica a política da “mordaça”, um Município que vê aumentar diariamente a fila dos fornecedores, um Município que fomenta a falência das empresas locais, um Município que contrata preferencialmente através do Ajuste Directo inibindo a justa e livre concorrência, um Município que aumenta para as taxas máximas os Impostos Locais, um Município que propõe e aprova orçamentos irrealistas e danosos, um Município onde persistem as denunciadas anónimas pois existe o efectivo receio de represálias, um Município onde não se vislumbra um jornalismo livre e isento, mm Município detentor de uma televisão municipal que não é mais do que um instrumento propagandista do regime instalado, um Município que financia e promove negócios de terceiros, um Município que tem a mais elevada taxa de desemprego do Algarve, um Município que pretende privatizar a água e vender o património municipal, um Município que sonega e oculta informação e documentos aos autarcas da oposição, um Município que é condenado pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Loulé para entregar a documentação requerida e solicitada pela oposição e pelo mesmo sonegada, um Município que está coberto e recheado de parquímetros, um Município que lentamente assassina o comércio tradicional, um Município em que não reina a segurança, um Município onde se pratica o tráfico de droga a seu aberto e à luz do dia em pleno centro da cidade, um Município que matou o seu sector industrial…bem… nesses termos…também eu deixaria a minha cadeira vazia.

Luís Miguel Martins

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