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quarta-feira, 19 de outubro de 2011

E quando a corda romper ?
























Esta semana foi apresentado aos Portugueses, provavelmente o Orçamento de Estado mais austero na história da nossa Democracia.
Não nos preocupemos em identificar culpados e muito menos  afirmar que o José Sócrates foi o único e grande culpado. A culpa reside em todos aqueles que Governaram o país nos últimos 36 anos, e vão-me desculpar, mas a culpa é também essencialmente nossa, isto é de todos nós, dirigindo-me obviamente ao povo Português.
Mas culpados à parte este orçamento forçado pelos compromissos com a Troika e atendendo  a situação extremamente fragilizada em que o país se encontra, obriga a cortes radiais e profundos.
Todos sem excepção sentiremos na pele esses mesmos cortes. Aliás, já os estamos a sentir. As nossas carteiras cada vez mais leves, os impostos cada vez mais altos, os rendimentos e subsídios cada vez são menores e a intranquilidade social atinge estados alarmantes.
Os Portugueses serão levados ao limite da paciência e sobrevivência, diga-se a verdade.
Infelizmente estou convicto, e Deus queira que me engane, que a corda está a ser demasiado esticada e que finalmente acabará por romper. Uma vez rompida a corda das duas uma ou a população enraivecida e saturada sai á rua e assistiremos a manifestações como nunca antes vistas, ou a população resigna-se e aprende a viver numa nova ordem económica nacional.
Pelo estado em que o país foi vedado, aceitam-se a maior parte das medidas, mas de forma… temporária e proporcionalmente.

Mas em nome da poupança e da Troika, não nos tirem tudo … de forma radical e perpétua.

Luís Miguel Martins



1 comentário:

  1. A mim custa me imenso fazer mais sacrifícios ainda. A mim e a muitos! Mas o que mais me custa é continuar a ver muitas injustiças e saber que não vai adiantar nada e será em vão. Nós Portugueses fomos um povo pacifico e um povo que se queixa mas deixa andar.Não estou a ver grandes manifestações. Não é com essas medidas que iremos lá. Não há dinheiro, consumo vai baixar... uma bola de neve.

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