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quinta-feira, 29 de maio de 2014

Carta aberta dirigida á Exma. Sra. Presidente da Câmara Municipal de Portimão, Dra. Isilda Gomes

 
Exma. Sra. Dra. Isilda Gomes
Serve a presente para lhe demonstrar, as minhas preocupações, na qualidade de autarca do Município de Portimão, na qualidade de seu concidadão, mas acima de tudo na qualidade de pai de dois meninos Portimonenses, que esses sim têm o seu futuro em perigo na terra que os viu nascer, bem como todos os meninos e meninas do nosso Concelho.
Sabemos e temos consciência que a sua posição é ingrata, é uma missão de sacrifício, de coragem e muita determinação.
Igualmente sabemos, que V. Exc., sabia perfeita e cabalmente o que a esperava, quanto decidiu candidatar-se a Presidente da Câmara Municipal de Portimão. Tendo V. Exc. ganho as últimas eleições autárquicas em Portimão, temo-la quer queiramos ou não como a Presidente da Câmara de Portimão, a nossa Presidente.
Nesse sentido, permita que lhe diga que efectivamente eu e os Portimonenses esperávamos muito, muito mais de si. Esperávamos propostas concretas, medidas, alternativas e não o constante lamento que infelizmente lemos quer nos jornais locais, nacionais ou mesmo nos meios televisivos . O lamento a que assistimos, perdoe-me a expressão o “ choradinho ” e a tentativa de delegar as suas responsabilidades e competências, enquanto Presidente de Câmara legitimamente eleita, no Governo da Nação, com todo o respeito e consideração que me merece, julgo que não tem somente envergonhado a minha pessoa, mas igualmente toda uma população, isto é todo um Concelho.
Esta “chantagem política” sócio-emocional a que assistimos, colocando os funcionários do Município de Portimão e a hipotética possibilidade dos seus salários estarem em risco, como bandeira política para uma forçada, urgente e extraordinária intervenção estatal, parece-me de todo descabida e insensata.
Portimão e as suas gentes, designadamente o Município de Portimão, têm pessoas e condições para se governarem a si mesmo. Delegar esta sua responsabilidade governativa no Governo da Nação, é o mesmo que demitir-se do cargo para o qual os Portimonenses a elegeram e acreditaram em si.
De si, Sra. Presidente da Câmara, esperamos que faça o seu papel, que encontre alternativas e tome as devidas decisões. Ficar à espera que Lisboa nos salve, ainda vai fazer com que muitos morram afogados.
Os meus mais respeitosos e cordiais cumprimentos.
 
Portimão, 29 de Maio de 2014
 
Luís Miguel Martins

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